Pular para o conteúdo principal

MEIO AMBIENTE


SELEÇÃO E CURSO DE BRIGADISTAS INDÍGENAS DO IBAMA/TO, NA TERRA INDÍGENA APINAJÉ

Instrutores do IBAMA, avaliam o desempenho dos jovens Apinajé. (foto: Antônio Veríssimo. Maio de 2014)
           Nos últimos anos nesse período seco (de estiagem) que vai de maio a setembro, o cerrado, as matas ciliares e florestas de transição da Terra Indígena Apinajé localizada nos municípios de Tocantinópolis, Maurilândia, São Bento do Tocantins e Cachoeirinha, estão sendo seriamente atingidas pelo fogo. Todos os anos centenas de hectares são destruídos por incêndios, que em sua maioria é resultado da ação criminosa de caçadores, arrendatários de pastos e outros invasores.
Jovens realizam testes de aptidão física. (foto: Antônio
Veríssimo. maio de 2014)
         Visando preparar melhor as populações indígenas, no sentido de prevenir e evitar essas graves ocorrências de fogo nas áreas indígenas, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Dos Recursos Naturais Renováveis-IBAMA, gerencia do Estado do Tocantins, por meio de convênio firmado com a Fundação Nacional do Índio-FUNAI, vem realizando Cursos de Brigadistas Indígenas, que inicialmente foram realizados nas terras dos povos Xerente, Javaé e Krahô. Este ano estão sendo preparados os Brigadistas Apinajé e Karajá Xambioá no Norte do Estado.
        Dessa forma nos dias 10 e 11 de maio do corrente ano, 63 jovens Apinajé, participaram de uma seleção, realizando Testes de Aptidão Física e Testes de Uso de Ferramentas Agrícolas. Os jovens foram acompanhados e avaliados pelos senhores Waner Lima, Instrutor e Álvaro Mendonça, Gerente Estadual do Fogo do IBAMA/TO. Os testes, avaliação e seleção aconteceram na Aldeia Areia Branca, na terra Apinajé, no município de Tocantinópolis (TO). Dos 63 jovens concorrentes, 27 foram selecionados, dos quais 15 são titulares e 12 suplentes. Agora os selecionados participarão de um curso teórico e prático que acontecerá no período de 12 a 16 de maio de 2014, no Campus da UFT na cidade de Tocantinópolis (TO).
Participante na linha de chegada. (foto: Antônio Veríssimo.
Maio de 2014)
      O Técnico Indigenista da FUNAI/CTL de Tocantinópolis (TO), Marcelo Gonzalez Brasil, que acompanha os cursistas, informou que o objetivo dessas Brigadas Indígenas é atuar dialogando e conscientizando a população indígena e não- índios sobre os cuidados e prevenção do fogo nas terras indígenas. O Técnico da FUNAI lembrou que “às vezes os próprios índios por ocasião das caçadas costumam tocar fogo nos campos e que a falta de cuidados e controle na hora de queimar os roçados também é outro fator de riscos que contribui para aumento dos incêndios no território Apinajé”.




Terra Indígena Apinajé, 12 de maio de 2014.


Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

1ª OFICINA DE ARTESANATO E SABERES TRADICIONAIS DO POVO APINAJÉ

1ª OFICINA DE ARTESANATO E SABERES TRADICIONAIS DO POVO APINAJÉ



Nos dias 10, 11 e 12 de outubro de 2012, foi realizado na aldeia Patizal terra indígena Apinajé, município de Tocantinópolis-TO, a 1ª Oficina de Artesanato e Saberes Tradicionais do Povo Apinajé. O evento teve a participação 80 pessoas, entre anciões, alunos, mulheres e professores.

A realização dessa oficina  teve a finalidade  propiciar um espaço social e cultural, onde os mais idosos, que são detentores de conhecimentos e saberes tradicionais, podem estar ensinando e repassando aos mas jovens, alguns conhecimentos e saberes do povo Apinajé.


Os participantes gostaram da ideia, e pediram que seja realizados mais vezes, (pelo menos uma vez por ano) essas oficinas. Essa primeira edição da oficina de artesanato, foi uma parceria da Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ, com a Supervisão de Educação Indígena do MEC/DRE-Delegacia Regional de Ensino de Tocantinópolis-TO  e da FUNAI/CTL de Tocantinópolis e teve o apoio de CT…

AGRICULTURA INDÍGENA

As formas de produzir e a agricultura tradicional do povo Apinajé, que habitam na região Norte de Tocantins
A unidade produtiva do povo Apinajé é a família extensa, dessa forma na hora de realizar serviços nos roçados, todos os membros da família (com exceção das crianças pequenas e idosos) participam. Os homens fazem os roçados. Os serviços de plantar, limpar e colher são tarefas predominantemente femininas, mas os homens também ajudam nestes trabalhos.

No final do período chuvoso entre os meses de maio a julho organizamos mutirões para realizar serviços de derrubada do mato. Após algumas semanas o mato seco é queimado para preparação do terreno. Após a queima do mato, os homens munidos de machados, foices e facões realizam os serviços de coivaras, cortando e ajuntando os pedaços de troncos, galhos e folhas remanescentes para serem queimados, assim fica pronto o terreno para o plantio.


O plantio ocorrem no início da estação chuvosa, no período que vai de outubro a dezembro. As próprias …

MESTRADO

Escola, meio ambiente e conhecimentos

A busca persistente pelo conhecimento e o saber é condição fundamental para a evolução da pessoa humana e o desenvolvimento da sociedade em que vive. Por essa razão os povos indígenas e suas lideranças se superam preparando se para enfrentar questões e problemas comuns de suas comunidades, que a cada dia se apresentam cada vez mais desafiadores e difíceis.

Seja para defender seus territórios e suas culturas e, empreender lutas socioculturais e políticas para garantir direitos, seja para buscar uma carreira profissional, os indígenas por conta própria escolhem nas diversas áreas do conhecimento aquilo que gostam e querem seguir na vida.

Assim muitos indígenas estão se organizando e buscando na “educação diferenciada” condições e formas de resistir e garantir sua sobrevivência física e cultural numa conjuntura cada vez mais incerta e ameaçadora. Atualmente pelo esforço próprio alguns indígenas tocantinenses se formaram (ou estão se formando) em medicin…