MULHERES APINAJÉ REALIZAM A 4ª OFICINA DE INTERCÂMBIO E FORTALECIMENTO DE EXPERIÊNCIAS DE BENEFICIAMENTO DO BABAÇU
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Mulheres Apinajé em atividades na aldeia Cocal Grande. (foto: Patrícia Moojen Lemos/Funai. (Outubro de 2015) |
Cantorias na aldeia Cocal Grande. (foto: Patrícia Moojen Lemos/Funai(Outubro de 2015) |
Entre
os dias 29 de setembro e 02 de outubro de 2015 foi realizada, na Aldeia Cocal
Grande – Terra Indígena Apinajé, a 4ª Oficina de “Intercâmbio e Fortalecimento
de Experiências de Beneficiamento do Babaçu”. A oficina, que reuniu cerca de 30
mulheres de 13 aldeias Apinajé, foi desenvolvida pela CTL Tocantinópolis/CR
Araguaia-Tocantins e contou com a participação de
integrantes do Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu – MIQCB e
com a parceria da Associação União das Aldeias Apinajé – Pempxà e da Prefeitura
Municipal de Tocantinópolis. Além das rodas de conversa e das atividades
relacionadas ao beneficiamento do coco babaçu, foram realizadas atividades
tradicionais do povo Apinajé, como as corridas de tora e as cantorias.
Esse
projeto tem sido desenvolvido desde 2013. Através dele já foram realizadas 4
oficinas, nas aldeias Mariazinha, Areia Branca, Girassol e Cocal Grande e um
intercâmbio, em parceria com o MIQCB, com comunidades que desenvolvem atividades
relacionadas ao beneficiamento do coco babaçu na região do Bico do Papagaio, no
Tocantins.
O
babaçu é uma espécie da biodiversidade que tem importância fundamental na
manutenção do modo de vida e da cultura Apinajé.Dessa forma, este projeto tem
como objetivos principais promover:
- o
resgate de conhecimentos tradicionais sobre os usos e costumes associados ao
babaçu;
- o
fortalecimento cultural;
- a discussão
sobre o manejo sustentável dessa espécie e a gestão ambiental na Terra Indígena
Apinajé;
- a
geração de renda;
- a
ampliação das fontes de alimentação;
- a
troca de saberes entre gerações;
- o
intercâmbio de experiências com outras iniciativas e organizações comunitárias
que trabalham com o beneficiamento do babaçu e a
autonomia indígena, fortalecendo, principalmente, a organização das mulheres Apinajé.
A
oficina foi finalizada com uma roda de conversa envolvendo as participantes,
que demandaram a continuidade e fortalecimento das ações realizadas. Nesse
sentido, foram elaborados documentos dirigidos à Funai e às Prefeituras cujos municípios
incidem sobre a Terra Indígena Apinajé e que, portanto, recebem recursos do
ICMS Ecológico. Além da realização das oficinas e dos intercâmbios de
experiências, as mulheres reafirmaram o interesse em construir duas casas
equipadas para beneficiamento do coco babaçu e manifestaram a necessidade em
avançar nas estratégias de geração de renda. A próxima atividade do projeto
deverá ocorrer em novembro deste ano, na Aldeia Macaúba.
Texto e fotos: Patrícia Moojen Lemos –
CTLTocantinópolis
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