Postagens

MOBILIZAÇÃO INDÍGENA

Imagem
»Notícias»Nos estados» PA Munduruku ocupam hidrelétrica no rio Teles PiresInserido por:Administrador em 17/07/2017.
Fonte da notícia:Fórum Teles Pires Compartilhar
Ocupação iniciou na madrugada de domingo. Foto: Caio Motta Fórum Teles Pires Passava das 22h, do dia 15, quando barcos transportando quase duas centenas de indígenas munduruku, representando 138 aldeias da bacia do rio Tapajós, chegaram na entrada do canteiro de obras da Hidrelétrica São Manoel. Antes do amanhecer do dia 16 a obra estava sob controle dos manifestantes que reivindicam um encontro com representantes do governo e dos empreendimentos no rio Teles Pires. Em carta aberta divulgada no dia de hoje, 16, os manifestantes mostram que o movimento é pacífico e foi planejado desde maio, no encontro de mulheres Munduruku “Aya Cayu Waydip Pe”, na aldeia Santa Cruz. Os principais problemas enfrentados atualmente pelos indígenas da bacia do Tapajós, estão ligados diretamente - segundo eles - às usinas Teles Pires e São Manoel. A …

ROMARIA NACIONAL DO CERRADO

Imagem
Balsas, no Maranhão, se prepara para receber 1º Romaria Nacional do Cerrado          Na próxima quarta-feira, 12 de julho, às 17h30, ocorrerá coletiva de imprensa durante a Assembleia das Pastorais do Maranhão, na capital São Luís, para lançamento da 1º Romaria Nacional do Cerrado, que acontecerá em Balsas, no sul do estado, nos dias 29 e 30 de setembro. Antecedendo a romaria, entre os dias 27 e 29, acontecerá o Encontro de culturas, realidades, e resistências dos povos e comunidades do Cerrado.      A primeira edição da Romaria Nacional do Cerrado traz como tema a luta do povo por dois elementos fundamentais para a vida – “Cerrado: os povos gritam por água e território livres”. E o lema é “Bendita és tu, ó Mãe Água, que nasces e corres no coração do Cerrado, alimentando a vida”. A água é presença forte nesta romaria, assim como os povos e as comunidades do Cerrado. E não podia ser diferente, já que o bioma é responsável por alimentar grandes rios e bacias hidrográficas do nosso país. E…

HIDRELÉTRICAS

Imagem
HIDRELÉTRICAS NA AMAZÔNIA: CONSTRUINDO DIÁLOGOS, TROCANDO EXPERIÊNCIAS CARTA DOS POVOS INDÍGENAS JURUNA, XERENTE, APINAJÉ  E KAYABIAs violações de direitos indígenas e direitos humanos no processo de construção de usinas hidrelétricas na Amazônia se repetem nas três Bacias hidrográficas do Tocantins-Araguaia, Xingu e Tapajós

No período de 27 a 29 de junho, mais de 50 lideranças indígenas representantes dos povos Juruna /PA, Kayabi/MT, Xerente e Apinajé/TO, estivemos reunidos na 3ª Oficina realizada pela RBA (Rede Barragens Amazônica), com o tema; “Hidrelétricas e povos indígenas- construindo diálogos, trocando experiências”, que aconteceu na aldeia Paquiçamba, região da Volta Grande do Xingu. Na Oficina debatemos o polêmico e traumático processo de construção de hidrelétricas nos rios da Amazônia e do Cerrado. As lideranças indígenas explicaram sobre o processo antes, durante e após a implantação das obras. Falaram dos conflitos com os empreendedores, das ameaças que estão expostos  e…

CONFLITO

Imagem
O EMPRESÁRIO GILMAR GONÇALVES CARVALHO, DESCUMPRE ACORDO E VOLTA DESMATAR ÁREA NO LIMITE DA TERRA APINAJÉ
           O empresário Gilmar Gonçalves Carvalho, proprietário da empresa Agronorte localizada em Tocantinópolis, Norte de Tocantins, retomou as atividades em área desmatada na Fazenda Dona Maria, limite Oeste da Terra Apinajé, próximo a Cidade de Nazaré.              A referida área havia sido desmatada em 2015, e após mobilização da comunidade, em junho deste mesmo ano, houve reunião  na aldeia Patizal com o proprietário. Na ocasião, após manifestação dos caciques contraria as atividades no entorno da área Apinajé, o senhor Gilmar Gonçalves Carvalho decidiu suspender os trabalhos. Entretanto ontem 23/06/2017, após vistorias de rotina na região verificamos novamente tratores em atividade no local.             Avaliamos como perigosa e precipitada a decisão do fazendeiro de voltar a desmatar, ou retomar os trabalhos em área já desmatada cujas atividades já haviam sido suspensas e…

CULTURA

A PAZ DA LUTA
Os índios Aymara, que habitam há séculos as margens do lago Titicaca, nos Andes, defendem a necessidade de sete diferentes tipos de paz. A primeira paz é a paz para frente, com seu passado. A arrogante cultura ocidental põe o passado para trás. Os Aymara põem o passado para frente, porque ele é conhecido, lembrado. Se você tem remorsos, dívidas não pagas, culpas, arrependimentos, não está totalmente em paz.          A segunda é para trás, com seu futuro. Quem está assustado com dívidas a pagar, com emprego incerto, esperando más notícias, tem medo do que virá, não está em paz.         A terceira é para o lado esquerdo, com seus próximos. Sem a paz familiar, não há paz. A disputa doméstica, o descontentamento com familiares e amigos próximos tira o sentimento de paz.         A quarta é para o lado direito, com seus vizinhos. Não adianta a paz em casa se, do outro lado da rua, estão a ameaça, a maldição, o descontentamento.          A quinta paz é para baixo, com a terra em q…

POVO APINAJÉ DE LUTO

Imagem
Morre a líder e cacique Maria Ireti Almeida Apinajé
       Informamos com profundo pesar e tristeza a todos os parentes (lideranças) indígenas de outros povos do Estado do Tocantins e do Brasil, bem como aos aliados da causa indígena e parceiros ambientalistas e indigenistas, o falecimento de Maria Ireti Almeida Apinagé, ocorrido no último dia 02 de junho de 2017, sexta-feira. O triste fato aconteceu na aldeia Brejinho na Terra Apinajé, onde morava com familiares. As causas ainda não foram totalmente esclarecidas ou determinadas.      Apesar da idade, Maria Ireti Almeida Apinagé, era mulher forte, guerreira e militante incansável da causa indígena. Na condição de mulher indígena, mãe, avó, trabalhadora, conselheira e liderança do povo Apinajé, cumpriu sua missão participando de inúmeras mobilizações e manifestações locais, regionais e nacional em prol da vida dos povos indígenas. Assim Maria Ireti Almeida Apinagé com sua força cultural, sabedoria, simplicidade, conhecimento de causa, s…

SEMINÁRIO DE MULHERES INDÍGENAS

Imagem
Mulheres Apinajé, Krahô, Karajá Xambioá, Xerente e Canela do Tocantins, reunidas em Miracema, debatem a questão das Mudanças Climáticas, na vida dos povos indígenas Nós mulheres indígenas dos povos Apinajé, Krahô, Karajá de Xambioá, Xerente e Kanela do Tocantins, reunidas nos dias 16 a 18 de maio no Centro de Treinamento de Lideranças – CTL, da Diocese de Miracema do Tocantins, participantes do Seminário “Mudanças climáticas: impactos e ameaças à Mãe Terra e à vida das mulheres indígenas”. Viemos aqui manifestar a nossa preocupação com a situação que está vivendo no nosso país. Partilhamos com tristeza a situação que vivemos nas nossas aldeias, a morte dos bichos com o agrotóxico jogado nas lavouras, a falta de caça, a diminuição dos frutos do cerrado, a falta de água nas aldeias, rios e córregos muito secos, a diminuição das chuvas, provocando a seca das nossas roças de toco e a diminuição de alimentos. Estamos preocupadas porque tudo está ameaçado de morte. Estamos tristes vendo tant…