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MEIO AMBIENTE

Relatório sobre o MATOPIBA aponta impactos ambientais e sociais da compra de terras


Os impactos da financeirização de terras na região do Matopiba são tema do relatório “Os Custos Ambientais e Humanos do Negócio de Terras”, que descreve e analisa os impactos ambientais e sobre os direitos humanos causados pela expansão do agronegócio e pela especulação de terras na região Norte/Nordeste do Brasil, conhecida como Matopiba, que engloba áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. “A região tem sido vítima de uma expansão agressiva do agronegócio, em particular de monoculturas de soja, que trazem consigo a expropriação de comunidades rurais e destruição ambiental. A expansão do agronegócio e a crescente especulação de terras têm sido alimentados por fundos vindos de agentes financeiros internacionais, em particular de fundos de pensão dos EUA, Coreia do Sul, Reino Unido, Alemanha, Luxemburgo, Suécia e Holanda”, destaca o assessor sênior da FIAN Internacional, Flávio Valente. O …
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AGRONEGÓCIO

Em Reunião com lideranças Apinajé, representantes da Empresa Suzano Papel e Celulose confirmaram a compra de terras no entorno da T.I. Apinajé

A reunião aconteceu no dia 16/07/18 na sede da FUNAI/CTL de Tocantinópolis, onde estavam presentes representantes da FUNAI, IBAMA/Prev-Fogo, lideranças indígenas e da Empresa Suzano Papel e Celulose.

A Suzano Papel e Celulose, “Empresa familiar de base florestal”, foi instalada em Imperatriz – MA em 2013, numa região estrategicamente localizada com acesso às rodovias Belém-Brasília, Ferrovia Norte –Sul e EFC. A empresa cultiva eucaliptos em áreas de cerrados e florestas de transição, nos Estados do Tocantins, Maranhão e Pará, em plena Amazônia legal, na região conhecida como “Bico do Papagaio”. A produção beneficiada é exportada para outros países via porto de Itaqui em São Luís – MA.

Afirmando Responsabilidade Social e Empresarial, os representantes da Suzano Papel e Celulose manifestaram desejo de ouvir as lideranças Apinajé sobre o processo de…

POVOS ISOLADOS

Novas imagens incríveis de último sobrevivente de tribo da Amazônia Imagens extraordinárias do último membro sobrevivente de uma tribo isolada foram divulgadas pelaFUNAI(Fundação Nacional do Índio), a agência de proteção aos povos indígenas no Brasil. ©FUNAI O homem, conhecido como o “índio do buraco” ou o “último do seu povo”, já deixou claro que não deseja contato com a sociedade dominante. Sua história completa não é conhecida, mas é provável que seus parentes tenham sido mortos por pistoleiros contratados por fazendeiros e grileiros que invadiram o território a partir da década de 1970. Pelos rastros deixados pelo indígena, é possível saber que ele cultiva milho, mandioca, papaya e bananas. Ele também caça e faz buracos de cerca de dois metros de profundidade, onde coloca estacas afiadas para caçar animais para comer. A casa e jardim do “índio do buraco”, onde ele planta mandioca e outros vegetais. Sabe-se muito pouco sobre este índio isolado. Ele vive sozinho em um trecho da flor…

SAÚDE INDÍGENA

Epidemia mortal de sarampo ameaça os Yanomami

Os Yanomami são o maior povo indígena relativamente isolado na Amazônia. © Fiona Watson/Survival
Uma epidemia de sarampo está ameaçando os Yanomami, um povo indígena remoto que vive na fronteira Brasil-Venezuela e tem pouca imunidade à doença. O surto devastador da doença pode matar centenas de indígenas caso medidas emergenciais não sejam tomadas. As comunidades Yanomami onde o surto ocorre são algumas das mais isoladas da Amazônia. Os Yanomami foram anteriormente devastados por surtos de doenças mortais após invasões de seu território por garimpeiros. © Antonio Ribeiro/Survival Milhares de garimpeiros invadiram a região, e é provável que eles sejam a fonte da epidemia. Apesar de avisos constantes, as autoridades não têm tomado ações efetivas para removê-los. Dario Kopenawa Yanomami, da ONG Yanomami Hutukara, na Amazônia brasileira, disse: “Estamos enfrentando muitos problemas, principalmente com o aumento do garimpo… Estamos sabendo que a…

MEIO AMBIENTE

Brigadistas indígenas do Prev Fogo e Brigadistas da Defesa Civil dos municípios de Cachoeirinha e Tocantinópolis realizam juntos ações de controle e prevenção aos incêndios florestais na T.I. Apinajé
O Manejo Integrado do Fogo-MIF, aconteceu nos meses de maio e junho em todas as terras indígenas do estado do Tocantins, e vem sendo realizado pelos Brigadistas indígenas do Prev-Fogo/IBAMA com objetivo de prevenir e controlar os incêndios florestais nas T.Is.
Além dos Brigadistas Indígenas do Prev-Fogo/IBAMA, este ano Brigadistas da Defesa Civil dos municípios de Cachoeirinha e Tocantinópolis no Norte do Tocantins também participaram junto com os indígenas das ações de prevenção e controle do fogo na terra Apinajé. Ao menos 29 homens das duas Brigadas atuaram em conjunto nos dias 28 e 29 de junho em áreas prioritárias da T.I. Apinajé.
Alexandre Conde, Gerente Estadual das Brigadas Indígenas, explicou que o controle e prevenção acontecem priorizando locais aonde existem frutas, áreas de nasc…

INTERCÂMBIO CULTURAL

Embaixador de Luxemburgo visita TI. Xerente e é recebido e homenageado por lideranças Xerente, Krahô e Apinajé.
Conforme estava previsto, no dia 13 de junho de 2018, pela manhã embarcamos numa van fretada, com destino a T.I. Xerente, localizada à 380 km da T.I. Apinajé. No início da tarde nossa comissão Apinajé se juntou aos Krahô, na cidade de Itacajá-TO, distante aproximadamente 230 km da aldeia São José, nosso destino final.
Nossa chegada à aldeia São José na T.I. Xerente ocorreu no final da tarde, aonde fomos recebidos pelo cacique Bonfim, sua esposa Selma Xerente e demais lideranças daquele povo anfitrião que nos acolheram muito bem.
Na manhã de quarta-feira, dia 14/06/18, enquanto as lideranças Xerente cuidavam dos preparativos para receber o Embaixador de Luxemburgo e o representante da Partage, Patrick Godar, as lideranças Apinajé e Krahô conversavam de maneira informal com amigos e parentes que se encontravam naquela aldeia. No período da tarde assistiram cerimonial de nomeação…

AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE

Nossa comida, nossa terra, nossa luta Amigas e amigos assinantes da Plataforma #ChegaDeAgrotóxicos, um passo muito importante foi dado em maio deste ano: depois de intensa pressão popular, a Câmara dos Deputados finalmente instalou a Comissão Especial para discussão da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNaRA) - uma porta que se abre e que nos dá a chance de realmente discutir o futuro da nossa agricultura e do nosso alimento.
A PNARA é um projeto de lei (6670/2016) que prevê a redução gradual do uso de agrotóxicos no país, possibilitando a transição do modelo convencional de agricultura - que usa quantidades enormes de pesticidas, em grandes áreas concentradas de terras dedicadas à monocultura - para sistemas agrícolas mais justos e sustentáveis, capazes de democratizar a produção, distribuição e o acesso a alimentos de verdade e sem veneno.
O processo de escuta da sociedade começa com a audiência pública sobre a importância de uma política nacional de redução dos agrotóxic…