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24 de jun. de 2015
RELATÓRIO DE VIOLÊNCIA CONTRA OS POVOS INDÍGENAS 2014
18 de jun. de 2015
TERRITÓRIO APINAJÉ
Os equipamentos haviam sido apreendidos no último dia 25/05/2015 durante diligencias dos
caciques em áreas limítrofes ao território Apinajé onde foram verificados
tratores e moto serras em operação realizando atividades de limpezas de áreas
da fazenda Dona Maria que havia sido desmatada em 2013 com licenças emitidas
pelo NATURATINS.
O
empresário foi formalmente convidado pelos caciques para participar de reunião realizada
na sexta-feira 12/06/15 na aldeia Patizal localizada a 35 km do núcleo urbano
de Tocantinópolis (TO). O senhor Gilmar Gonçalves de Carvalho que também é
presidente do Sindicato Rural de Tocantinópolis, compareceu na aldeia no
período da manhã escoltado pela Polícia Militar, fato que gerou imediatos protestos
e reclamações das lideranças.
Na
ocasião o fazendeiro foi informado pessoalmente pelos caciques sobre as causas
que levaram a apreensão do maquinário.
Os caciques alegaram que não foram previamente informados e nem
consultados sobre a implantação do empreendimento no entorno do território
Apinajé.
Os
caciques explicaram também que em razão da falta de informações, especulações e
dúvidas que surgiram resolveram apreender os equipamentos agrícolas como forma
de chamar atenção das autoridades e abrir um diálogo com o empresário, para que
o mesmo explicasse como conseguiu as licenças para levar a diante um
empreendimento que está suprimindo importantes áreas de vegetação, expulsando
animais e afetando as nascentes de águas existentes na região.
O
senhor Artur Nobre Mendes, da Coordenação Geral de Licenciamento CGLIC/FUNAI/BSB,
presente na reunião observou que o licenciamento do empreendimento é falho e está
em desacordo com a Legislação Federal, pois não foram realizados Estudos de
Impacto Ambiental EIA-RIMA e nem teve a participação da FUNAI no processo;
nesse caso o órgão indigenista não foi sequer notificado pelo NATURATINS.
O
pecuarista Gilmar G. de Carvalho explicou que seu empreendimento está legal e que “cumpriu
todas as normas e exigências da Lei”. Afirmou que está preservando as nascentes
e as reservas legal. Mas, ponderou que se soubesse que ia causar problemas não
teria feito dessa forma.
Mais uma vez, a prudência e o bom senso prevaleceram. O sábio caminho do dialogo e do entendimento sempre será a melhor opção para solução de divergências e conflitos.
Mais uma vez, a prudência e o bom senso prevaleceram. O sábio caminho do dialogo e do entendimento sempre será a melhor opção para solução de divergências e conflitos.
No
entanto queremos que seja feito os Estudos de Impacto Ambiental - EIA/RIMA
normas previstas no artigo 24, incisos VI, parágrafos 1º e 2º e no artigo 225,
parágrafo 1º, inciso IV da Constituição Federal, que neste caso estão sendo
claramente afrontados pela Lei 2.713/2013 do Estado do Tocantins que dispensa
licenciamento ambiental para empreendimentos considerados potencialmente
impactantes.
Exigimos
também da Fundação Nacional do Índio -FUNAI e do MPF-AGA a adoção de medidas
judiciais para obrigar o empreendedor
cumprir os dispositivos constitucionais, bem como a realização de
consultas à comunidade Apinajé, a realização de Estudos de Impactos
Ambiental/EIA-RIMA previstos na Legislação Federal. Queremos também que a FUNAI
retome o processo de regularização fundiária dessa parte da área Apinajé que
seta sendo desmatada e destruída por invasores.
Aldeia São José, 18 de junho de 2015
Associação
União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ
9 de jun. de 2015
ARTICULAÇÃO INDÍGENA
CARTA DO POVO XERENTE PARA OS APINAJÉ
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| Encontro de Mulheres Xerente na aldeia Nova - Mrãiwahâ (foto: CIMI. Junho de 2015) |
Olá Apinajé, nós Xerente estamos em reunião
de encontro de mulheres e estão presentes conosco, os jovens e também caciques.
Estamos na aldeia Nova, Mrãiwahâ, e os representantes da Bela Vista, Aldeia
Nova Mrãiwahâ, aldeia Traíra, Mirasol, Aldeia
Mato do Coco, aldeia Zé Brito, Aldeia Bruprê, Aldeia Sitio Novo, Aldeia Karehu,
Aldeia Salto, Aldeia São José.
Nós estamos discutindo sobre as leis que foi
aprovada, a Constituição, principalmente os artigo, que fala e defende nossos
direitos, nossa cultura e nossos territórios, que são os artigos, 231 e 232.
Estes artigos estão sendo ameaçados pelos
deputados e pelos senadores no Congresso Nacional, através das bancadas
ruralistas, evangélica e dos militares, através de leis que ameaçam os nossos
direitos, principalmente a PEC 215. Que prejudica a demarcação dos territórios
indígenas.
Também estamos discutindo o problema de saúde
indígena, para cobrar melhoria do atendimento das aldeias e do DSEI-TO.
Nós ficamos sabendo da luta de vocês pelo seu
território, com o desmatamento, nós gostamos muito pela a manifestação que
vocês fizeram, nós Xerente apoiamos vocês e se vocês precisarem de ajuda, nos
vamos ajuda vocês. Porque a luta de vocês é pelo direito de vocês.
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| Mulheres Xerente reunidas. (foto: CIMI. Junho de 2015) |
E nós
Xerente queremos dizer a vocês que não tenha medo de ameaças dos fazendeiros,
pois vocês estão certo pela luta que vocês estão fazendo e seus direitos.
Pois sem território nos indígena, nos não
temos vida, não tem cultura e não temos a respiração sem ter seu próprio
território. Porque sem território como vamos plantar mandioca, arroz, milho,
banana, feijão, abóbora, para sustentar os nossos filhos e netos.
Por isso pedimos que devolve logo o
território para os Apinajé. Porque o território é deles e que a FUNAI demarque
a área que ficou de fora que está nas mãos de invasores e pedimos para FUNAI,
IBAMA, NATURANTINS e MPF, que pare com o desmatamento.
Porque se não demarcar logo, nos indígena,
vamos se reunir todos para luta e demarcar as terras dos povos que estão fora
dos seus territórios.
E pedimos também a nosso Waptokwazaure (Deus
na língua Akwe) que ajude vocês a ficar forte, firmes que não desanimem na luta, sigam em frente sem medo.
Aldeia Nova – Mrãiwahâ
Data, 06 de junho de 2015.
5 de jun. de 2015
SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
É HORA DE CUIDAR E PRESERVAR O QUE AINDA RESTA DO CERRADO E DAS TERRAS INDÍGENAS
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Aspecto de Cerrado preservado no território Apinajé. (foto: Antonio Veríssimo. 2015) |
"Nesta Semana Mundial do Meio Ambiente, queremos enfatizar a contribuição dos territórios indígenas para proteção e conservação do Meio Ambiente em toda as regiões do Brasil"
A presença de nossas populações indígenas e quilombolas em terras demarcadas na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado, na Mata Atlântica ou na Caatinga representam a garantia de conservação e proteção do que restou desses importantes Biomas brasileiros.
Durante
mais de cinco séculos estamos lutando insistentemente para proteger esses
territórios que são vitais para garantir nossa sobrevivência física, cultural e nosso futuro. Temos
plena consciência da necessidade de se guardar, proteger e conservar os
recursos naturais, a biodiversidade e as culturas indígenas que são componentes
fundamentais para manter o equilíbrio, a harmonia e a sustentação de todas as
formas de Vida no Planeta Terra.
Como parte das mobilizações da Semana
Mundial do Meio Ambiente, estamos cobrando dos governos o cumprimento da
Constituição Federal e a efetivação das demarcações e regularização fundiária
das terras indígenas e quilombolas. Nessa oportunidade também cobramos do
Governo Federal e da Fundação Nacional do Índio –FUNAI, a fiscalização e
proteção dos territórios indígenas.
Denunciamos a falta responsabilidade ambiental e social das grandes
empresas vinculadas ao agronegócio, a mineração, as madeireiras
e carvoarias que tentam a qualquer custo em nome do desenvolvimento e do PIB
continuar explorando de forma irresponsável e ilimitada os recursos naturais visando
o lucro e acumulação de riquezas e poder. Nesse sentido equivocado nem as terras
indígenas estão sendo respeitadas. Para concretizar esse plano irracional e incompreensível
propõem mudanças e alterações na Constituição Federal por meio da PEC 215/2000 e outras propostas legislativas.
Águas, um Bem Comum ameaçadas pela ganancia e violência do agronegócio (foto: Antonio Veríssimo. Junho de 2015) |
Atendendo
pedido do MPF-TO, a citada Lei 2.713/2013 do Estado do Tocantins está sendo
questionada pelo Procurador Geral da República, Dr. Rodrigo Janot, que ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade
(ADI 5312) no Supremo Tribunal
Federal-STF. O Procurador Geral da República pede liminar para suspender os
efeitos do dispositivo até o julgamento do mérito da ADI.
Terra Indígena Apinajé, 05 de junho de 2015
Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ
1 de jun. de 2015
JUSTIÇA
Dispensa de licenciamento ambiental no Tocantins é questionada no STF
11/05/2015 | 476 pessoas já leram esta notícia. | 4 usuário(s) ON-line nesta página
Dispensa de licenciamento ambiental no Tocantins é questionada em ADI
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5312) no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar dispositivo da Lei 2.713/2013, do Estado do Tocantins, que instituiu o Programa de Adequação Ambiental de Propriedade e Atividade Rural (TO Legal). O artigo 10 da lei dispensa do licenciamento ambiental as atividades agrossilvipastoris (que integram lavoura-pecuária-floresta). Segundo Janot, o dispositivo contraria a Constituição Federal na parte em que estabelece a competência da União para legislar sobre normas gerais relativas à proteção ambiental.
Na ADI, o procurador argumenta que o artigo 24 da Constituição estabelece a competência da União para legislar sobre normas gerais relativas a florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição, e ressaltam a competência suplementar dos estados para legislar sobre o tema. Com isso, se já foi editada lei de âmbito federal sobre proteção do meio ambiente, resta ao estado-membro regulamentar apenas as normas específicas, atento à regra federal.
"O licenciamento ambiental é instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente, prevista na Lei Federal 6.938/81, norma geral segundo a qual compete ao Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) estabelecer as regras e os critérios para licenciamento", argumenta o procurador-geral. Ainda que a atividade agrossilvipastoril pressuponha o uso integrado de áreas rurais com cultivo, pastagem e florestas, a ser manejada de maneira sustentável, com baixo custo ambiental, Janot argumenta que isso não garante a ausência de dano ao meio ambiente, a ponto de dispensar o licenciamento ambiental.
O procurador-geral pede liminar para suspender os efeitos do dispositivo até o julgamento do mérito da ADI, quando espera que o artigo 10 da Lei tocantinense 2.713/2013 seja declarado inconstitucional por ofensa ao artigo 24, inciso VI, parágrafos 1º e 2º, e ao artigo 225, parágrafo 1º, inciso IV, da Constituição Federal.
O relator desta ADI é o ministro Teori Zavascki.
VP/FB
VP/FB
Processos relacionados
ADI 5312
ADI 5312
Fonte: site, Direito do Estado
30 de mai. de 2015
27 de mai. de 2015
MOVIMENTO INDÍGENA
DESMATAMENTO PARA PLANTIO DE EUCALIPTOS E SOJA PODEM TRANSFORMAR O CERRADO EM DESERTO EM POUCOS ANOS
Aspecto de área desmatada na fazenda Dona Maria. (foto:
Antônio Veríssimo. Maio de 2015) |
Durante
reunião de caciques realizada no dia 25/05/2015 na aldeia Patizal, para tratar
da proteção territorial e sobre os empreendimentos no entorno da terra Apinajé,
os caciques resolveram se deslocar até a região da fazenda Dona Maria
localizada na divisa da terra Apinajé no município de Tocantinópolis(TO) para
averiguar a existência de área desmatada provavelmente para plantio de soja
e/ou eucaliptos. Chegando ao local observamos uma grande área desmatada e a
presença de trabalhadores com equipamentos em operação.
Diante
das dúvidas, da falta de informações e esclarecimentos sobre esse
empreendimento, nos sentimos prejudicados. Por essa razão resolvemos apreender o
trator, a moto serra, ferramentas e combustível e levar para aldeia Patizal
visando chamar atenção das autoridades responsáveis para resolver essa questão.
Essa foi uma forma que encontramos para parar o empreendimento até que uma
reunião seja realizada e todas as dúvidas esclarecidas.
Reclamamos
a falta de Estudos de Impacto Ambiental-EIA/RIMA e a não participação da FUNAI
no processo de licenciamento conduzido pelo NATURATINS. Nossa comunidade Apinajé também não foi
ouvida, consultada e nem informada sobre esses empreendimentos considerados
potencialmente agressivos e impactantes ao meio ambiente e às comunidades.
Empreendimentos
implantados dessa maneira também são causadores de graves conflitos sociais,
violações de direitos humanos e prejuízos ambientais irreparáveis. Nessas circunstâncias
quem autorizou desmatar o entorno da terra Apinajé dessa forma, também está
desrespeitando e golpeando a Constituição Federal de 88 e conflitando com a
convenção 169 da OIT. É importante lembrar que todas as leis, sejam dos
municípios e/ou dos estados NÃO podem entrar em contradição e ferir Constituição Federal
do Brasil.
Dessa
forma repudiamos qualquer tentativa de desqualificar e criminalizar nosso
movimento coletivo. Nesse momento, tudo que queremos é ser informados sobre esse
projeto que está nos afetando. Queremos que tudo seja resolvido em concordância
com as Leis. Exigimos que os Art. 231 e 232 da Constituição Federal do Brasil
sejam respeitosamente observados, corretamente interpretados e integralmente aplicados
em favor do direito, da justiça e da paz nos territórios indígenas;
especialmente nas aldeias Apinajé.
Historicamente as experiências de repressão sempre deixaram sequelas e prejuízos para os
envolvidos. O dialogo e a sensatez
sempre foi a melhor opção e o caminho para prevenir e evitar conflitos graves. É
inaceitável a conduta de alguns juízes que em muitas situações e questões
envolvendo populações indígenas e fazendeiros sempre entendem que os segundos
(os fazendeiros) têm todo o direito e razão absoluta. O que consequentemente
resulta na criminalização das comunidades e na institucionalização e
legalização da violência; com a imediata expedição de mandatos judicias
autorizando uso da Polícia Federal, Militar e Civil em reintegrações de posse e
outras ações truculentas contra as populações indígenas.
Como forma de resolver essa questão e
evitar que a compreensão e o dialogo sejam contaminados e dominados pela
ignorância e pela brutalidade. Estamos requerendo também do senhor presidente
da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal,
Excelentíssimo Senador Paulo Pain a articulação para realização de Audiência Pública
nesta comissão para tratar do licenciamento de empreendimentos no entorno de
terras indígenas e os conflitos fundiários por falta demarcação e proteção das
mesmas.
Desde o ano de 2013 quando a
Procuradoria da Republica MPF-AGA, começou a funcionar na cidade de Araguaína
(TO), passamos a denunciar e solicitar mais informações sobre os
empreendimentos de eucaliptos no entorno da terra Apinajé de maneira mais
forte. Os três Procuradores responsáveis pela defesa dos direitos indígenas que
passaram pela PR/MPF-AGA se dedicaram de forma comprometida na defesa dos
direitos indígenas. Mas, inexplicavelmente o Dr. João Raphael e Dra. Ardirla
Pereira de Albuquerque não permaneceram muito tempo na PR/MPF-AGA. A mesma
coisa aconteceu com a Dra. Ludmila Vieira Mota, que de forma repentina foi
transferida as presas há poucos dias; depois de intensa batalha travada contra
empreendimentos ilegais no entorno da T.I. Apinajé.
Parecem “coisas” do século XV, mas
isso ainda acontece nesses sertões do interior do Brasil. Existe explicação para
esses fatos? É bem provável que esses Procuradores estejam sendo politicamente afastado da região só por que aplicaram corretamente a Lei e
“feriram” interesses econômicos de alguns. Lembrando que esses políticos também
tentaram amordaçar os Procuradores do MPF com a PEC 37.
Associação
União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ
TerraIndígena Apinajé, 27 de maio de
2015
26 de mai. de 2015
TERRITÓRIO APINAJÉ
Nós caciques e lideranças do
povo Apinajé reunidos e mobilizados na aldeia Patizal, nos dia 24, 25 e 26 de
maio de 2015 para tratar da questão dos desmatamentos do entorno da terra Apinajé,
vimos a publico por meio de esta Nota Pública esclarecer, para sociedade, órgãos
públicos e imprensa os motivos e razões que nos levaram a fazer apreensão de um
trator e uma moto serra que estavam sendo utilizados para realizar serviços de
limpeza e preparação de terreno em área desmatada na fazenda Dona Maria no
município de Tocantinópolis (TO), (possivelmente para o plantio de eucaliptos
e/ou soja). O fato ocorreu na manhã do dia 25/05/2015.
Portanto antes de qualquer
especulação é necessário o conhecimento e analise mais aprofundada dos fatos a
partir de uma conjuntura política, social e ambiental mais ampla e detalhada
dessa questão que envolve a demarcação de nossa terra tradicional.
a)
A
citada área desmatada é parte de nosso território tradicional, e está sendo
reivindicado por nosso povo desde 1985;
b)
No
momento existe um processo tramitando na FUNAI/BSB que trata da revisão e
reconhecimento desta área que ficou de fora da demarcação de 85;
c)
A
comunidade Apinajé não foi ouvida, consultada e nem considerada no processo de
licenciamento desse empreendimento potencialmente destruidor da biodiversidade
do Cerrado e impactante para nossa comunidade;
d)
O
empreendimento está destruindo locais sagrados, provocando a fuga de animais e ameaçando
as nascentes dos Ribeirões Cruz, Estiva e Betania, os dois últimos dentro da
área já demarcada;
e)
A
FUNAI/BSB e o IBAMA não foram notificados e nem participaram do processo de
licenciamento conduzido pelo NATURATINS;
f)
A
Constituição Federal do Brasil não está sendo observada e nem cumprida pelos
órgãos ambientais e licenciadores do Estado do Tocantins.
Ressaltamos que as terras
indígenas são para usufruto das comunidades indígenas e propriedade da União,
portanto cabe o Estado brasileiro demarcar, proteger e fazer respeitar todos
seus bens. Entretanto, nesse momento não existe Fiscalização e Proteção de
nosso Território que é responsabilidade da FUNAI.
Diante dos fatos expostos acima solicitamos da FUNAI/BSB, MPF-AGA, IBAMA e NATURATINS.;
a)
O
imediato embargo e paralisação de qualquer atividade de desmatamento e
carvoaria em andamento no entorno de nosso território já demarcado;
b)
A FUNAI/BSB através de sua Procuradoria
(jurídica) passe a atuar de forma mais firme e permanente nessa questão do
desmatamento do entorno da T.I. Apinajé, especialmente no caso da fazenda Dona Maria;
c)
Que a FUNAI retome imediatamente o processo
de revisão de limites da área Gameleira;
d) Que
a FUNAI/CRAT de Palmas-TO acelerem imediatamente os procedimentos visando
efetivar a Fiscalização e Monitoramento da Terra Apinajé e seu entorno com a
com finalidade coibir atividades ilícitas praticadas por indivíduos não-indios
e empresas.
Informamos que os equipamentos (trator, moto serra, ferramentas e combustível) apreendidos
encontram se guardados na aldeia Patizal. E que os mesmo não estão sendo
depredados, usados ou arruinados e que serão entregues ao proprietário logo que
seja realizada reunião com os órgãos públicos mencionados acima para resolver
essa questão.
Terra Indígena Apinajé, 26 de maio de 2015
Associação
União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ
12 de mai. de 2015
MEIO AMBIENTE
INSTRUTORES DO IBAMA REALIZAM CURSO DE FORMAÇÃO PARA BRIGADISTA INDÍGENAS NA TERRA APINAJÉ
![]() |
| Cursistas indígenas com instrutores do IBAMA. (foto: Maio de 2015) |
Pelo
segundo ano consecutivo a BRI-F-I Apinajé ( Brigada Indígena Apinajé), estará a
serviço das comunidades indígenas na região de Tocantinópolis e nos entorno dos
municípios de Maurilândia,
Cachoeirinha, Luzinópolis e São Bento, brigada essa que estará para atuar no
combate aos incêndios florestais, acompanhar queimas controladas, atuar na
educação ambiental bem como o uso e manuseio do fogo e entre outras atividades.
Após comunicação pessoal e entrega dos editais de contratação da Brigada Indígenas as comunidades indígenas e inscrições feitas para os
candidatos ao serviço de Brigadista. Aos
dias 04 á 08/ 05/2015, estiveram presente na área indígena os instrutores do
Prev Fogo/IBAMA, o Sr. Mauricio, o Sr. Ornildo e André, que especificamente
vieram com propósito de dar o curso e formar a Brigada Apinajé, com 24 Brigadista, 04 Brigadista chefe de esquadrão e 01 chefe de Brigada.
Para
a ocasião, contamos com 104 indígenas
inscritos para concorreram a vaga de Brigadista. Sendo que 76 eram para o cargo
de Brigadista, 06 vagas para Brigadista chefe de esquadrão e um chefe de
brigada.
Do
curso, ficou assim estabelecido pelos instrutores que seria feito em 4 etapas,
sendo elas 1ª Etapa = TAF e THUFA ; 2ª Etapa = Aula teórica; 3ª Etapa = aula
Prática e 4ª Etapa = Prova escrita final. Dos 104 inscritos, somente 83
iniciaram o curso para a 1ª etapa, pelo motivo da não presença. Já para a 2ª
Etapa foram classificados somente 35 para cargo de brigadista e 06 para o cargo
de Brigadista chefe e 01 chefe de brigada. Cabe dizer aqui que essa 1º etapa já tem eliminação. Para a 2ª,
3ª e 4ª formam todos os 83 que participaram .
Na
4ª etapa então foi feito a prova final e assim decidido por quem teve
maior pontuação em todas as tarefas aqueles que seriam os contratados.
Dos
35 Brigadistas que fizeram a prova
final, foram classificados 24 e 11
ficaram como suplentes, Dos 06 candidatos a chefe de esquadrão, 04 foram
classificados e 02 ficaram de suplentes e para o cargo de chefe da brigada
aquele que também fez todo o processo.
Pelo exposto, segue abaixo a lista dos, agora, Chefes de Esquadrão e Brigadista de combate do Prev Fogo/IBAMA/ Tocantins:CHEFES DE ESQUADRÃO;
1- Ercílio Rocha Dias Apinagé
2- Nelson Thafarel
3- Edmar Xavito Apinagé
4- Alan Dias da Silva Apinagé
BRIGADISTAS;
1- Roberto Carlos Dias Apinagé
2- Zezinho Tekator Apinagé
3- Romulo daSilva santos
4- Osvaldo Ribeiro Apinagé
5- Osvaldo Laranja Neto Apinagé
6- João Paulo L. Apinagé
7- Samuel Xerente
8- Osmar A. Dias Apinagé
10- André Luis A. Ribeiro Apinagé
11- José Maria Xavito Apinagé
12- Iran Ribeiro Veríssmo Apinagé
13- Orlando Kôphti Apinagé
14- José Moêgo f. Apinagé
15- Edileno Almeida Apinagé
16- Diêgo Fernandes de Sousa Apinagé
17- Adalberto Sotero L. Apinagé
18- Marciano Bezerra F. Apinagé
19- Robson Sousa S. Apinagé
20- Renato de Sousa Laranja
21- Edison Dias Laranja Apinagé
22- Odília Ribeiro Apinagé
23- Ricardo Rôrky Vieira Apinagé
Eu, Alexandre Conde Chefe da BRIF-I-APINAJÉ, venho por meio deste agradecer aos nossos
colegas de trabalho os Sr.Mauricio, O Sr. Ornildo e André, servidores do PrevFogo/IBAMA que com muita disposição e alegria, estiveram
conosco nessas datas, repassando do seu conhecimento e experiência de
campo. Foi um período de grande aprendizado.
Também quero agradecer aqui a participação da FUNAI/
Tocantinópolis (TO) na pessoa do Sr. Bruno A. Braga Fragoso e equipe, que
estiveram empenhados na parte logística afim de que o curso fosse
realizado.
Agradecemos também
a Prefeitura de Tocantinópolis na pessoa do Sr. Fabion Gomes e o Sr. Emivaldo e
outros, que também estiveram contribuindo para que o curso fosse realizado.
Por:
Alexandre Conde
Chefe da BRIF/Apinajé/Tocantinópolis (TO)
Terra Indígena Apinajé, maio de 2015
Associação União das Aldeias Apinajé-PEMPXÀ
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MOBILIZAÇÃO INDÍGENA
Mensagem final da Assembleia dos Povos Indígenas no Tocantins “Nossas bordunas e flechas estão prontas para seguir na luta”. (Ricardo Krahô...




