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Mostrando postagens de 2018

TERRITÓRIO APINAJÉ

Aldeia Cocalinho em processo de reconstrução: indígenas Apinajé reivindicam dos órgãos públicos reforma e reativação da Unidade Escolar, do Posto de Saúde e da infraestrutura de Saneamento Básico existente na comunidade.

A aldeia Cocalinho está localizada no extremo Norte do Território Apinajé, próximo a cidade de São Bento do Tocantins, mas pertence ao município de Cachoerinha. Em dezembro de 2007, após conflito violento com não-índios da região, os indígenas das aldeias Cocalinho e Buriti Comprido foram removidos pela FUNAI para a área da aldeia São José e entorno.
Passados 10 anos do ocorrido, indígenas da Apinajé da aldeia São José, Areia Branca e Abacaxi, decidiram reconstruir a aldeia Cocalinho. Dessa forma, desde 23 de dezembro de 2017, algumas famílias encontram se na referida aldeia envolvidos nesse processo de reconstrução e mudança.

Nesses cinco meses as famílias estão se afirmando na região. As caçadas, pescarias, extração de lenhas, coletas de frutas, remédios e outras ativ…

POLÍTICAS PÚBLICAS

Reunião na PR-MPF-AGA debateu a situação das estradas vicinais de acesso às aldeias Apinajé, nos municípios de Tocantinópolis, Maurilandia, São Bento do Tocantins e Cachoeirinha A reunião aconteceu no último dia 26 de abril de 2018 na sede da Procuradoria da República na cidade de Araguaína e contou as presenças dos senhores (as); Júlia Rossi de carvalho Sponchiado - Procuradora da República, Paulo Gomes de Sousa - prefeito de Tocantinópolis, Túlio Parreira Labre - representante da AGETO, Hélio Honório da Silva Júnior - assessor jurídico do município de Tocantinópolis, João Batista Santos Filho - coordenador da FUNAI/CTL de Tocantinópolis, Cézar Augusto Matos Souza - Superintendente Substituto do DNIT, Leidimar Dias da Silva - Pastor, Cassiano Sotero Apinagé, Diêgo Fernandes de Sousa e Antonio Veríssimo - lideranças do povo Apinagé.
Breve histórico das estradas na TI. Apinajé
Todos os anos as chuvas danificam as estradas vicinais da TI Apinajé. A falta de manutenção e conservação dessas …

ACAMPAMENTO TERRA LIVRE 2018

Documento final do ATL 2018 – O nosso clamor contra o genocídio dos nossos povos Completados 30 anos da CF de 1988, que consagrou a natureza pluriétnica do Estado brasileiro, os povos indígenas vivem o cenário mais grave de ataques aos seus direitos Depois de 518 anos, as hordas do esbulho, da acumulação e do lucro continuam massacrando e exterminando os nossos povos para tomar conta de nossas terras e territórios, dos bens comuns e de todas as formas de vida que, milenarmente, soubemos proteger e preservar.
Completados 30 anos da Constituição Federal de 1988, que consagrou a natureza pluriétnica do Estado brasileiro, os povos indígenas do Brasil vivem o cenário mais grave de ataques aos seus direitos desde a redemocratização do país. Condenamos veementemente a falência da política indigenista, efetivada mediante o desmonte deliberado e a instrumentalização política das instituições e das ações que o Poder Público tem o dever de garantir. O direito originário sobre nossas terras, asseg…

MOBILIZAÇÕES INDÍGENAS 2018

Povos Indígenas, em parceria com movimentos sociais do Estado de Tocantins se mobilizam por garantias de direitos
Neste mês de abril de 2018, estão acontecendo mobilizações indígenas em todo o Brasil.Neste período as demais organizações da sociedade civil organizada do campo e das cidades também estão mobilizadas por garantias de políticas públicas de saúde, educação, territórios, meio ambiente e outros, num contexto de retrocessos políticos e ameças aos direitos civis da população brasileira.
Essas mobilizações fazem parte das atividades da Semana dos Povos Indígenas 2018, promovidas pelo Conselho Indigenista Missionário-CIMI, que esse ano debate o Tema: "Justiça, Terra e Paz para os Povos Indígenas". No Estado de Tocantins estão acontecendo na cidade de Palmas Seminários, atos públicos, palestras e manifestações indígenas no MPF, Universidades, Escolas e locais públicos. Estão mobilizados neste período representantes dos povos Apinajé, Krahô, Xerente e Carajá, junto com orga…

MOBILIZAÇÃO NACIONAL INDÍGENA

Convocatória do Acampamento Terra Livre (ATL) 2018Nunca como hoje, nos últimos 30 anos, o Estado brasileiro optou por uma relação completamente adversa aos direitos dos povos indígenas. O governo ilegítimo de Michel Temer assumiu uma política declaradamente anti-indígena pondo fim à demarcação e proteção das terras indígenas, acarretando a invasão dessas terras por empreendimentos governamentais e privados. Impulsionou ainda o desmonte das instituições e políticas públicas voltadas aos povos indígenas e está sendo omisso e conivente com as práticas de discriminação e violência de toda ordem contra os povos e comunidades indígenas até mesmo em territórios já regularizados. Medidas administrativas e jurídicas são adotadas para restringir os direitos indígenas. Destacam-se entre estas, além das distintas reformas (trabalhista, previdenciária, privatização de empresas estatais etc.) que atingem toda a população brasileira, o congelamento do orçamento público por 20 anos, por meio da Emen…

FÓRUM ALTERNATIVO MUNDIAL DA ÁGUA

21/03/2018 Águas de março – lutas e resistências dos povos indígenas Povos indígenas participam do Fórum Alternativo Mundial da Água, em Brasília. “Vamos organizar lutas concretas, desde nossas comunidades e aldeias, para impedir a continuidade e aprofundamento da destruição e contaminação das águas, contra a privatização”, afirma indígena
Alessandra Munduruku, liderança do rio Tapajós, denunciou no Fama as violências dos grandes empreendimentos na Amazônia. Foto: Guilherme Cavalli/Cimi POR EGON HECK, SECRETARIADO NACIONAL – CIMI Os rios são nosso sangue, A água é sagrada É nossa mãe Queremos nossa Floresta de pé, Nossos rios limpos! Estão matando a natureza, Querem exterminar  nós filhos Da terra e das águas Mas nós Munduruku Não vamos deixar, Vamos fazer alianças

AGRICULTURA INDÍGENA

As formas de produzir e a agricultura tradicional do povo Apinajé, que habitam na região Norte de Tocantins
A unidade produtiva do povo Apinajé é a família extensa, dessa forma na hora de realizar serviços nos roçados, todos os membros da família (com exceção das crianças pequenas e idosos) participam. Os homens fazem os roçados. Os serviços de plantar, limpar e colher são tarefas predominantemente femininas, mas os homens também ajudam nestes trabalhos.

No final do período chuvoso entre os meses de maio a julho organizamos mutirões para realizar serviços de derrubada do mato. Após algumas semanas o mato seco é queimado para preparação do terreno. Após a queima do mato, os homens munidos de machados, foices e facões realizam os serviços de coivaras, cortando e ajuntando os pedaços de troncos, galhos e folhas remanescentes para serem queimados, assim fica pronto o terreno para o plantio.


O plantio ocorrem no início da estação chuvosa, no período que vai de outubro a dezembro. As próprias …